Preciso Falar! – O interesse por educar e o desejo por aprender no Ensino Médio.

Em 2015 o governo adotou o lema “Pátria Educadora”. No mesmo ano foi lançado o projeto de lei da Base Nacional Comum Curricular, que estava disponível para consulta popular até o dia 15 de Março de 2016. A preocupação com a educação é crescente e necessária para uma nação emergente, pois a educação desempenha papel central na construção de uma sociedade.

Todavia, o Brasil é líder em falta de comportamento em sala de aula. O domínio de sala, essencial ao educador, tem se tornado difícil e cerca de 20% da aula é perdida com o professor tentando chamar atenção para o conteúdo. O Ensino Médio tem sido o mais prejudicado, ou seja, os jovens, próximos de ingressar na universidade, tem perdido seu tempo com descontrole em sala de aula. A escola simplesmente perdeu seus atrativos e se tornou um ambiente chato e desinteressante, forçando os alunos a desviarem-se dos assuntos escolares para coisas mais “divertidas”.

O desapego em investir na educação é antigo na história brasileira, mas vem mudando ultimamente. Hoje, reconhece-se a importância da escola. porém esta tem se desvirtuado, a medida que mais e mais pessoas tem acesso à educação.Vai-se a escola para ter uma vida próspera monetariamente, porque ser rico passou a ser sinônimo de “bom futuro” e tornou-se a prioridade dos alunos. Não há mais interesse em aprender, a educação transformou-se em um meio para um fim. Um meio para alcançar o sucesso, ou seja, dinheiro e reconhecimento, quando educar-se por si só já deveria ser o objetivo.

Mas como desenvolver o interesse pela aprendizagem? A escola funciona pelo conhecer, não das ciências, mas dos seres humanos. A partir do momento que os professores podem conectar-se com seus alunos e educandos com seus educadores, uns conhecendo os outros, o professor passa a ter em suas mãos o conhecimento para expor seu conteúdo de uma forma atrativa. A escola precisa dar independência ao professor para trabalhar com cada turma segundo a sua visão pedagógica. A instituição deve funcionar não como provedora da educação, mas como fiscalizadora dos profissionais, garantindo que os professores façam seu trabalho, que é prover educação humanizada.

O ambiente educacional brasileiro deve ser desenvolvido com amor. Se não houver paixão do educador por ensinar, se ele não tiver prazer pelo seu trabalho, não poderá dar aos alunos algo que seja interessante a eles. Se a escola tornar-se um ambiente prazeroso ao professor, será para os alunos. Se as aulas forem dinâmicas, buscarem interdisciplinaridade além de sucesso nos vestibulares, certamente haverá um aumento pelo interesse em educar-se. É preciso conhecer melhor a juventude, entender o que é divertido para ela, para que o meio de apresentar a educação molde-se de acordo com os educandos e educadores, garantindo a todos um espaço agradável. Se a preocupação com o educando for real e se a valorização do educador for maior, certamente o Brasil terá um povo mais livre e destacar-se-á com mais clareza no cenário global, porém não mais em listas de países com problemas de falta de controle em sala de aula.

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